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Mostrando postagens de dezembro, 2012
Preciso blindar minha existência  para atravessar a resistência e  encontrar o ritmo próprio no fluir constante,  dessa tal impermanência...
Não quero o palco, nem a pompa e a serpentina. Quero o caminhar lento, o dia leve e alguma surpresa repentina. Quero a vida sem roteiros, sem cartas marcadas. Quero criar algum próprio enredo sempre inesperado, improvisado, o futuro de um presente inusitado.
Essa noite quero me entregar as tuas palavras, percorrer todas as tuas letras,  pontuar tuas interrogações, sublinhar  tuas exclamações, negritar tua graça e tua beleza. Essa noite quero te ler em voz alta. Essa noite quero te despir. Tirar o véu que cobre teu rosto,  tocar de leve tua pele, fechar os olhos e inspirar o doce ar que emana de teus pulmões. Essa noite quero respirar o ar de ti. Essa noite, quero te sentir mais perto.  Quero todos os meus sentidos despertos. Quero um sol descoberto. Essa noite te quero por perto. Imagem: Luiza Vizoli
“Eu amo o mundo. Eu detesto o mundo. Eu creio em Deus. Deus é um absurdo. Eu vou me matar. Eu quero viver. Voce é louco. Não, sou poeta.” Mário Quintana
A roda girou, girou e eu não estava mais lá, quando ela parou. E agora Maria? O dia anoiteceu e a aurora adormeceu. A noite não veio, o dia depois de amanhã também não veio. Veio o feio, mas o feio não fez falta, nem causou impacto,  mas como não havia mais nada lá, acabou por ser notado e,  de nota em nota, detonou-se no espaço. Deixando no canto escuro e vazio do silêncio, um perdido raio, um pedido de luar.
Há noites nas quais o mar do Moçamba canta. Nessas noites, normalmente o céu está estrelado e a brisa é suave. Nessas noites, outros sentidos se aguçam: os sentidos mais sentidos, os sentidos mais "sem tidos"... Nessas noites seu canto é claro, forte e presente. É som de rumor e vida. Som de vibração. Nessas noites, Iemanjá vem velar meu sono e Iansã se ocupa de meus pensamentos,  e os sopra, para o horizonte sem fim desse mar, Moçamba... Meu amor, minha paixão, minha ilusão. Bons sonhos, sonhos meus, que amanhã ao alvorecer de um novo dia, o azul de teu mar há de fazer despertar, mais uma vez em mim a luz, de novos planos, novo céu, novas cores, novos rumos, novos amores.
Que hoje, mares de gente se ergam, criando uma tsunami de amor. Que os ventos soprem fortes e valentes, e façam brotar vendavais de alegria. Que estrelas cadentes atravessem o céu, trazendo meteoros de paz e luz iluminando corações e mentes. Enfim, que a paisagem atual mude! Que o mundo se transforme! E que seja pela nossa motivação, e pela nossa ação. E, que seja o início de uma nova era. De mais sabedoria e menos ignorância. De mais tolerância e respeito, de menos interesse e mais olho no olho. De mais gentileza e confiança. Um mundo ainda mais belo, justo e cuidadoso. E que todos os dias passem a ser 21/12/2012! O dia do fim! O dia do basta! O dia de um novo momento, criado por um espontâneo gesto, um movimento!
Hoje estou triste. Já amanheci triste. Na verdade, fui adormecer triste. Ainda não entendi o porquê, mas continuo triste. Só não consigo chorar, mas meu peito dói. Dói como se por dentro fosse só lágrimas. Talvez haja algum recado nisso... mas ainda não consigo entender. Ou, dói tanto, que de tanto doer  escolho não entender.
Olho para o band-aid e ele para mim. Somos cúmplices oculares  desse instante torpe e insípido  que vivo!
Palavras são sementes de poesia. Semeio palavras em chão de múltiplas cores e formas aladas. Semeio palavras para que se lancem aos lábios e em  proferidas  vozes voem, alcem altos céus e então dissipem, letra por letra, fôlego por fôlego, sílaba por sílaba e junto às nuvens se aglomerem e, em um dia de sobrecarga, ao acaso se entreguem e caiam, regando de bençãos a pele nua da vida.
FELICIDADE!!!!!!
Estou grávida! E vou dar à luz a um broto de mim mesma, a uma obra divina, fruto de minhas ações, e de minhas orações. Poderá ser menino ou menina, e em mim já cresce, dia após dia. Por mim será embalado, em meus braços e em meu colo quente, e pelo leite morno e doce de meu peito alimentado. Guardarei sua primeira imagem no fundo de minhas retinas e seu cheiro tenro  para sempre, impregnado em meus pulmões, até o meu último suspiro. Sua pele nascerá da extensão da minha e quando o primeiro ar do mundo, de leve o envolver, meus dedos o protegerão até que possa por si mesmo escolher,  o sim ou o não. Será obra feita, perfeita, por mim inteira. Obra minha, obra prima, obra irmã, obra filha! Obra e vida entregue ao mundo, de onde recebi a inspiração  e  para onde devolverei a criação!