Pular para o conteúdo principal

Postagens

Cheguei a tempo de te ver acordar Eu vim correndo à frente do sol Abri a porta e antes de entrar Revi a vida inteira Pensei em tudo que é possível falar Que sirva apenas para nós dois Sinais de bem, desejos vitais Pequenos fragmentos de luz Falar da cor dos temporais Do céu azul, das flores de abril Pensar além do bem e do mal Lembrar de coisas que ninguém viu O mundo lá sempre a rodar E em cima dele tudo vale Quem sabe isso quer dizer amor Estrada de fazer o sonho acontecer Pensei no tempo e era tempo demais Você olhou sorrindo pra mim Me acenou um beijo de paz Virou minha cabeça Eu simplesmente não consigo parar Lá fora o dia já clareou Mas se você quiser transformar O ribeirão em braço de mar Você vai ter que encontrar Aonde nasce a fonte do ser E perceber meu coração Bater mais forte só por você O mundo lá sempre a rodar E em cima dele tudo vale Quem sabe isso quer dizer amor Estrada de fazer o sonho acontecer. Quem Sabe Isso Quer Dizer Amor Milton Nascimento ...
Postagens recentes
Somos essencialmente sós. Entre nós e vós, rés e dós. Somos sós. Feitos de pós de estrela veloz. Cada um de nós, cada voz canta  à sós.
Essa manhã sinto-me estranha... Sinto-me como se tivesse sofrido uma cirurgia. Foi uma avalanche que se apoderou de mim. Trouxe tudo, água abaixo, desfez caminhos e certezas,  me destruiu. É preciso que eu me recolha, estou toda frágil e desarticulada,  molenga e fragmentada. O agito e as coisas em movimento me irritam. Preciso respirar! Silêncio, silêncio! Quero me escutar! Estou tão cansada...  exausta é a palavra! Desapegar, largar, abrir mão, relaxar, confiar,  deixar ser, seguir. Preciso refazer minhas formas de amar. Reconstruir minhas formas de relacionar. Perder o medo, soltar o riso, me entregar. Preciso largar tudo o que já fui ou pensei ser. Rejuvenescer, renascer. Nem tanto lá, nem tanto cá... mais comum, mais simples, mais mundana. Nem tão boa, nem tão má,  nem melhor nem pior. Essa manhã amanheci estranha... Preciso me conhecer. Parar de apontar os dedos me recolher me re conhecer. Humildade, pés no chão, respira, i...
Tenho tido sonhos sonhos coloridos, aventureiros, destemidos. Manifestações inconscientes tomando formas tornam-se oniscientes. Por vezes não muito claras não muito coerentes. Carregam em si sementes. Vislumbres, flashes presentes. Sonhos que trazem revelações explicaam sem interpretações Puro estado onírico Possibilidade de reinvenção de vividos.
Minha dor Meu amor Minha dor não tem nome, só sobrenome: “amor” Minha dor não tem rima Só cisma Cisma de permanecer só De só permanecer. Meu amor! Minha dor! Relação mais longa e duradoura que essa, estou para ver... Já tentamos nos separar mas voltamos sempre, a nos encontrar. Cismo com o amor Que rima com a dor. A dor, ardor, fulgor, calor, amor! Por favor, menos dor, mais AMOR!
O vento sussurra e  clama minha presença. Não sei mais proferir qualquer sentença. Estou avessa. Não me mereça. Esqueça!
Minha vida me passou Estou cheia de incertezas A angústia se apropriou de mim Não sei mais quem sou Quem fui, ficou no passado tão passado, e tão distante,  não consigo recuperar. Quem serei depende do atual e, no atual, talvez a mesma eu mesma,igual mas diferente. Batalhas novas ou repetidas Estendem, expandem, reaparecem Preciso de mais silêncio e mais solidão O mundo não me pertence Não sei me fazer pertencer ao mundo.