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Mostrando postagens de junho, 2012
Andrea Doria Legião Urbana   Às vezes parecia Que de tanto acreditar Em tudo que achávamos Tão certo... Teríamos o mundo inteiro E até um pouco mais Faríamos floresta do deserto E diamantes de pedaços De vidro... Mas percebo agora Que o teu sorriso Vem diferente Quase parecendo te ferir... Não queria te ver assim Quero a tua força Como era antes O que tens é só teu E de nada vale fugir E não sentir mais nada... Às vezes parecia Que era só improvisar E o mundo então seria Um livro aberto... Até chegar o dia Em que tentamos ter demais Vendendo fácil O que não tinha preço... Eu sei é tudo sem sentido Quero ter alguém Com quem conversar Alguém que depois Não use o que eu disse Contra mim... Nada mais vai me ferir É que eu já me acostumei Com a estrada errada Que eu segui E com a minha própria lei... Tenho o que ficou E tenho sorte até demais Como sei que tens também...
Os orifícios! Ouros e ofícios. Ourives de feridas. Tiros, espadas, picadas, mordidas. O furo na carne. A guerra da vida. A batalha de cada dia. Os orifícios! O vazio e suas bordas. O bordão da alma. Aquilo que não cicatriza. O ardor, a dor, a cor. Vermelha, azul, preta. A pele e seu avesso. Ao avesso da morte, o verso dá vida!
Faxina da alma: Não guarde rancor, guarde as memórias Não guarde mágoas, guarde as histórias Não guarde bugigangas, guarde os valores, Não guarde impressões, guarde as cores, Não guarde experiências, guarde os amores!
Há outro ar no que juntos aspiramos. O desenho dos seios, os fios dos cabelos, os pelos, as feições e afeições. Tudo se engrandece e o que antes parecia impossível, assim simples, acontece!
Quando o encanto morre, morre com ele também o canto a palavra cantada, o som que escapa. Invade o silêncio. Quando morre o encanto e o ar da noite atravessa o frio do peito. O escuro céu se torna se transforma, e curto, perde a forma. Morre o encanto quando: desistimos de tentar fomos dominados pela indiferença porque exauridos, nos perdemos de nossa crença.
Um erro nunca se comete sozinho, Os erros vem sempre acompanhados. Acompanhados de alguém ou de alguma coisa. Pode ser uma pessoa, próxima, ou qualquer. Pode ser uma palavra, um sentimento, ou até um vaso, uma chaleira, um cheiro, ou um toque, uma lembrança, quase sempre... Pode ser acompanhado de um alívio, Ou de uma dor, Ou ainda, ambiguamente, dos dois! Um erro não é acreditar na possibilidade, Nem na disposição que foi despertada no corpo, pelo próprio corpo. O erro é acreditar que algum outro possa também, nisso acreditar, e compartilhar. Na verdade, o erro é acreditar que duas pessoas possam viver a mesma história. Cada um vive a sua. Como pode, como dá, com o que consegue, com o que acredita, com o que está a fim de aprender, mudar ou repetir. E isso, isso é muito particular e, ao mesmo tempo tão vulgar, comum. Cada um acredita na sua verdade, ou na sua fantasia, cada um cria a sua história, o seu enredo e isso pode ser mais, ou menos, compartilhado com outro ser ...
Uma vida é muito pouco... É preciso, sempre, um pouco mais... O pouco dessa vida não é quase nada quando se chega ao fim... O muito, pouco vale quando se percebe o que realmente tem valor... Uma vida é muito pouco... Mas, é só o que temos... Ao menos, por enquanto... E o tempo? O tempo voa... enquanto o vento, passa... transpassa... repassa...perpassa... Ultrapassa!  
Um erro nunca se comete sozinho, Os erros vem sempre acompanhados. Acompanhados de alguém ou de alguma coisa. Pode ser uma pessoa, próxima, ou qualquer. Pode ser uma palavra, um sentimento, ou até um vaso, uma chaleira, um cheiro, ou um toque, uma lembrança, quase sempre... Pode ser acompanhado de um alívio, Ou de uma dor, Ou ainda, ambiguamente, dos dois! Um erro não é acreditar na possibilidade, Nem na   disposição que foi despertada no corpo, pelo próprio corpo. O erro é acreditar que algum outro possa também, nisso acreditar, e compartilhar. Na verdade, o erro é acreditar que duas pessoas possam viver a mesma história. Cada um vive a sua. Como pode, como dá, com o que consegue, com o que acredita, com o que está a fim de aprender, mudar ou repetir. E isso, isso é muito particular e, ao mesmo tempo tão vulgar, comum. Cada um acredita na sua verdade, ou na sua fantasia, cada um cria a sua história, o seu enredo e isso pode ser mais, ou menos...
E eis que de repente, em meio a uma tarde chuvosa e meio lúgubre, Anita olha pela janela lateral e percebe que há um laço desfeito em seu peito e, laço desfeito deixa buraco. Estranho foi, que assim tão estranhamente como sentiu isso, sentiu também vontade de devorar o mundo. Aquela vontade adolescente de acreditar ser, de tudo, capaz! E Anita realmente acreditou. Ainda olhando pela janela ela confessa para o reflexo de si mesma: Pronto, já não temo a novidade!
O Tom do Amor Paulinho Moska O amor vai te contar um segredo Não precisa ter medo Nem sair correndo O amor nasce pequeno Cresce, fica estupendo Às vezes o amor está ali Você nem tá sabendo O amor tem formas, formas, aromas, Vozes, causas, sintomas O amor... É mãe, é filho, é amigo, Às vezes num canto esquecido existe amor Antigo, antigo O amor que cuida, parte e assusta Que erra e pede desculpas Às vezes o amor quer ferir E se cura doendo O amor tem formas, formas, aromas, Vozes, causas, sintomas O amor... É pausa, silêncio, refrão E explode nessa canção O amor vai te contar Um segredo, fica atento, repara bem Que o meu amor é todo seu Antigo.
Todo o Sentimento Chico Buarque Preciso não dormir Até se consumar O tempo da gente. Preciso conduzir Um tempo de te amar, Te amando devagar e urgentemente. Pretendo descobrir No último momento Um tempo que refaz o que desfez, Que recolhe todo sentimento E bota no corpo uma outra vez. Prometo te querer Até o amor cair Doente, doente... Prefiro, então, partir A tempo de poder A gente se desvencilhar da gente. Depois de te perder, Te encontro, com certeza, Talvez num tempo da delicadeza, Onde não diremos nada; Nada aconteceu. Apenas seguirei Como encantado ao lado teu.  
As Sem - Razões do Amor Carlos Drummond de Andrade Eu te amo porque te amo. não precisas ser amante, E nem sempre sabes sê-lo. Eu te amo porque te amo. Amor é estado de graça e com amor não se paga. Amor é dado de graça é semeado no vento, Na cachoeira, no eclipse. Amor foge a dicionários e a regulamentos vários. Eu te amo porque não amo  bastante ou demais a mim. Porque amor não se troca, não se conjuga nem se ama. Porque amor é amor a nada, feliz e forte em si mesmo. Amor é primo da morte, e da morte vencedor, por mais que o matem (e matam) A cada instante de amor.
"O amor vive de repetição. Cada um de nós tem, na existência, no mínimo uma grande aventura. O segredo da vida é reeditar essa aventura sempre que seja possível." Oscar Wilde http://www.youtube.com/watch?v=N8J_0F79wwg
Num banco de praça, tal qual dois adolescentes, mãos entrelaçadas, olhares tímidos, suspiros a se encontrar. Num banco de praça, em tarde nublada iluminada subitamente por lábios doces a se tocar. Duas almas em busca, dois corpos famintos, dois personagens num banco de praça, a se desejar.