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Mostrando postagens de setembro, 2012
Um dia para ser feliz Ela espreguiça, abre os olhos. O sol já se mostra. São 7 horas da manhã, de um dia ensolarado, com pouco vento. Um ar agradável lhe visita o corpo. Os pássaros que se alimentam na sua varanda fazem um barulho esquisito nas madeiras do deck. Parecem batucar alguma toada. Ao mesmo tempo, há um silencio penetrante e, por alguns instantes ela sente uma preguiça profunda e sua cama se torna o lugar mais aconchegante para mais uns 5 minutos de relaxamento total, nesse estado de quase deslumbramento matinal. Nesses momentos parece sentir a exaustão de toda uma existência e uma sensação de merecimento, agradabilíssima! Sorri sem se dar conta. Logo estará desperta.
Linda Silvana... Perdi-me de mim, ao olhar para teus olhos de cigana. És a “profe” mais querida Minha preferida. Por ti sou capaz de atrocidades, Defendo-te Pois amo teu corpo, todo, tua história e tua paciência. Protejo-te do mal, nada deixo que te abale; Linda Silvana... Não sabes o quanto te quero, mas te quero, e te escolho, mesmo quando minto, ou me omito de mim mesmo. Sou um monstro sem saber, Que não mereceria, nenhum outro, tampouco o amor teu... Mas me rendo, pois não tenho saída. Sou um covarde, com uma cueca vencida. Linda Silvana... Mal sabes quem realmente manda, Nessa estória És tu, linda Silvana... Quem conta e encontra o que ainda resta Do resto vão, de meu pobre coração.
E ela o amava freneticamente. Debruçada por sobre seu corpo, estava feliz, ele estava na posição certa... e ela? Galopava faceira, feito uma amazona, sentindo aquele pau duro a lhe massagear as entranhas. Podia sentir o frêmito de todo o seu corpo e, finalmente, o gozo! Era ela agora, quem gritava, urrava de prazer, acordando a vizinhança toda, para o sono da vida. Enquanto isso, suas mãos enlaçavam seu pescoço. Ela, agora, tinha toda a força do mundo. Com a mão esquerda, ela pressionava com vontade a sua garganta e, com a direita enfiava dedo por dedo em sua boca aberta, depois a mão inteira, quase até o punho. Os urros daquele homem não eram mais de prazer, ele estava apavorado. Engolido em seu próprio gozo e sucumbindo em silencio, aos poucos, à falta de ar. E ela? Gozava! Muito! Um prazer indescritível, incansável. Os dois corpos tremiam, o dele, o dela. Os dois, pelo  mesmo motivo: sentiam a proximidade da morte. De súbito, seu coração parou. Ela sorriu. Seu corpo ...
Lamento os frutos não colhidos. Os que caem do pé ainda verdes e os que ficam velhos sem nem amadurecer. Lamento os doces não provados. O sabor dos frutos roubados no tempo passado ou, mesmo antecipado. Lamento os lábios  que aguardam o beijo vão. Lamento os frutos perdidos, por entre as servidões desse quarteirão. Lamento o lamento pedido e anseio do céu, pelo seu pão.
Por uma fresta estreita,  o sol espreita. Nasce, todo dia, radiante e absoluto ou, tímido e camuflado. Mas sempre presente, presente se faz, aquece e irradia, mesmo calado.
No burburinho da cidade... Cores e estampas se cruzam: amarelos, brancos, roxos, pretos, azuis, vermelhos, rosas e marrons... Olhares distantes, sorrisos disfarçados.  Passos constantes, quase todos apressados.  Filho no colo, bolsa e sacolas nas mãos, celulares ao pé do ouvido. Todos ocupados, transtornados. Gravatas, cafés, cigarros.  Muitos se cruzam, poucos se veem.
Sou um homem, sou um bicho, sou uma mulher Sou a mesa e as cadeiras deste cabaré Sou o seu amor profundo, sou o seu lugar no mundo Sou a febre que lhe queima mas você não deixa Sou a sua voz que grita mas você não aceita O ouvido que lhe escuta quando as vozes se ocultam Nos bares, nas camas, nos lares, na lama. Sou o novo, sou o antigo, sou o que não tem tempo O que sempre esteve vivo, mas nem sempre atento O que nunca lhe fez falta, o que lhe atormenta e mata Sou o certo, sou o errado, sou o que divide O que não tem duas partes, na verdade existe Oferece a outra face, mas não esquece o que lhe fazem Nos bares, na lama, nos lares, na cama. Sou o novo, sou o antigo, sou o que não tem tempo O que sempre esteve vivo Sou o certo, sou o errado, sou o que divide O que não tem duas partes, na verdade existe Mas não esquece o que lhe fazem Nos bares, na lama, nos lares, na lama Na lama, na cama, na cama. Mal Necessário Ney Matogrosso
Ao pó do tempo, entregue ao vento, a rima faz e se refaz. É passageira,  segue a lua cheia e, sem eira, nem beira imprime, exprime e se desfaz. Parte só, sem nada pedir ou emprestar. Crê se bastar,  tão vão é seu pensar. Pois é justamente na composição dos versos que as palavras, e o som das rimas, procuram se eternizar.
E a flor, pendente,  calada, sorridente, em um repente,  do fino caule, se desprende. Parte, e se reparte, rumo ao solo em vôo só. Em vôo solo, rumo ao pó.