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Mostrando postagens de outubro, 2013
Carrego uma flor. Uma flor maior que qualquer tipo de dor. Uma flor nascida do amor.
O que você sabe sobre o tempo, meu amor? Sobre o tempo... sei muito pouco. Pois o tempo, não se deixa saber! Mas sei que o tempo meu bem, o tempo é precioso demais! O tempo não foi feito para ser desperdiçado, nem perdido e muito menos poupado. O tempo, meu bem... O tempo foi feito para ser usado!
E ela se sentou para escrever. Estava só, como só costuma estar. Abriu o caderno, enlaçou a caneta, ajeitou as cadeiras e preparou as ideias. As palavras ajudam-na a arrumar a forma dos seus pensamentos. Ainda não sabia o quê, mas precisava escrever. Precisar é mais do que querer. Precisar é urgência, é clamor. Precisar é buscar atender a um pedido, muitas vezes anônimo, que só ao se expressar encontra o seu... "como mesmo lhe chamar...?" E pedido afinal tem nome? Tem sim! Sono, abraço, fome. Sorriso, sede, amor. Pois bem, foi assim: Ela se sentou, e escreveu.
O cheiro das pessoas. Você já percebeu meu amor, as pessoas tem cheiros. Cada uma cheira de um jeito e, na mesma pessoa, você pode sentir diferentes cheiros. Depende da parte do corpo que te encontra ou de como bate o vento. Tem gente que ao abrir a boca já transmite seu cheiro. Outras, ao indicar uma direção, ou simplesmente se espreguiçar. Outros tantos apenas em as pernas de posição trocar, ou, caminhar. As pessoas cheiram, as pessoas se esgueiram. A gente disfarça o cheiro do corpo, com banhos, cremes, perfumes e desodorantes. Já percebeu amor? Cabelo também tem cheiro, e careca também. E ainda há o hálito que emana dos pulmões trazendo o cheiro de cada interior. Cada cheiro carrega em si uma semente de reação: distanciamento ou aproximação? Já notou amor? É o cheiro que constrói igrejas, assim como é o cheiro que provoca as guerras.