E ela se sentou para escrever. Estava só, como só costuma estar. Abriu o caderno, enlaçou a caneta, ajeitou as cadeiras e preparou as ideias. As palavras ajudam-na a arrumar a forma dos seus pensamentos. Ainda não sabia o quê, mas precisava escrever. Precisar é mais do que querer. Precisar é urgência, é clamor. Precisar é buscar atender a um pedido, muitas vezes anônimo, que só ao se expressar encontra o seu... "como mesmo lhe chamar...?" E pedido afinal tem nome? Tem sim! Sono, abraço, fome. Sorriso, sede, amor. Pois bem, foi assim: Ela se sentou, e escreveu.