Palavras são sementes de poesia.
Semeio palavras em chão de múltiplas cores e formas aladas.
Semeio palavras para que se lancem aos lábios e em proferidas vozes voem, alcem altos céus e então dissipem, letra por letra, fôlego por fôlego, sílaba por sílaba e junto às nuvens se aglomerem e, em um dia de sobrecarga, ao acaso se entreguem e caiam, regando de bençãos a pele nua da vida.

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