Tive um sonho. Um sonho, no qual sonhava acordada. Um sonho doce, cor de rosa, cor de pêssego, cor de amora, cor de amor. Tive um sonho. E nele, eu sonhava. Estava nua e andava pelas ruas. Mas nesse sonho, ninguém me via. Estavam todos muito ocupados preocupados que estavam com seus compromissos e ações. Nesse sonho passei despercebida. Encaixotei então minhas saudações, e desamarrei minha despedida. Parti para o sonho dentro de outro sonho. Um sonho sem sono. Um sonho moreno, meio castanho. Um sonho cor de céu, um sonho cor de mar. Vesti-me pois de minha própria pele e mergulhei em águas alheias águas aventureiras. E quando dei por mim já estava inteira emaranhada estampada, encarnada na vida, em suas teias doces e iluminadas. Sonhei que morri. Vivi!