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Mostrando postagens de dezembro, 2011
O Momento O momento trata do qualquer instante entre um e outro, que nos nutre de algo que até então nos era desconhecido. O momento surge no rompante do acaso, quando desprevenidamente nos rendemos ao inesperado. O momento é o que ocorre, mas não corre, simplesmente escorre. O momento é o segundo do qual nos damos conta e aí, já passou. O momento é o antes, o depois ou o agora, tanto faz. O momento é quando o percebemos e nesse mesmo instante deixa então, de sê-lo. O momento é o que nos dá o espaço, a forma e a direção. O momento nos faz. E, em um momento se desfaz.
Momentos de encontro, de troca e parceria. Momentos de afeto, de intimidade e alegria. Momentos que movimentam, abrem possibilidades, vislumbram perspectivas. Momentos de construção. E a palavra que resta, é: GRATIDÃO!
Tudo passa, tudo passo, tudo passará. Passarinho passando, passarinhando passará. Passará passarinhando, pássaro passando. Passo a passo, passando ao passado. Passo eu, passo tu, passa a multidão e todos, sem exceção, estão nus.
Entre um gole e outro, vertido do copo de uísque com gelo que Valquíria segura e ergue com alternância de mãos, o tempo passa, e passa então a passar mais devagar. Num instante seu olhar se alonga e parece levar seu corpo para outro lugar qualquer, distante e desconhecido dali. Ela então arqueia a sombrancelha esquerda e se questiona: "Mas afinal, pra quê tudo isso?"
Se meus pés guiarem meus pensamentos quais serão os caminhos que trilharei? Se meus braços guiarem minhas ações quais serão os atos que criarei? Se meus olhos guiarem meu coração quais serão os sentimentos que gerarei? Se meu corpo pudesse falar em palavras o que espera de mim o que ele diria? Estaria eu feliz em mim mesmo? Estaria eu realizado com meus potenciais e limites? Afinal, quanto de mim eu permito que me aviste?
Assim como cada gota de chuva cai desse céu, caem de mim as esperanças e os sonhos de amar.
Quando canto me lembro De tudo o que é bom Só passando por muito Eu sei o que é dor Não quero nunca esconder Talvez eu possa até me arrepender Só porque então pensei Que gente possa ser Bem mais que um simplesmente ser...
Existem várias formas de amar, mas o amor é sempre único em sua essência. É sempre belo, aconchegante, desapegado e gratuito. Se não for assim, pode ser qualquer outra coisa, mas não será amor.
A borboleta só se torna borboleta quando, desperta, experimenta se mover para um pouco além das paredes do casulo. Não é um movimento brusco, é lento e gradual.   Ela sai aos poucos. E logo que sai precisa de um tempo. Um tempo para “pegar um fôlego” ou, o primeiro fôlego.   Voar? Só um bom tempo depois. E o tempo de vida de uma borboleta, é curto. Muito curto. Se considerarmos o tempo que ela leva para sair do casulo e iniciar seus vôos, a vida dela segue ainda mais breve. Depois, fenece, tão lentamente quanto quando chegou ao mundo. E parte. Tão silenciosamente quanto o jeito que levou a própria vida. E seu corpo permanece a embelezar os jardins, até que algum desavisado vento sopre mais forte, e mais rente, e a carregue, para novas aventuras.