Pular para o conteúdo principal

Postagens

Mostrando postagens de junho, 2011
Traduzir-se Uma parte de mim é todo mundo: outra parte é ninguém: fundo sem fundo. uma parte de mim é multidão: outra parte estranheza e solidão. Uma parte de mim pesa, pondera: outra parte delira. Uma parte de mim é permanente: outra parte se sabe de repente. Uma parte de mim é só vertigem: outra parte, linguagem. Traduzir-se uma parte na outra parte - que é uma questão de vida ou morte - será arte? Ferreira Gullar
Eu saí pra estrada E não tenho pra onde ir Sempre ouvi dizer Que esse mundo era pequeno Pelo caminho de espinhos Avistei um mar de rosas Pra chegar até lá Eu preciso um pouco mais de tempo Preciso de um grande amor Preciso dinheiro, preciso de humor Eu quero matar a vontade Enquanto tenho saúde e idade Fazer um pouco de tudo Vender a alma pra poder comprar O meu mundo Ambição - Rita Lee
"E aquele que não morou nunca em seus próprios abismos  nem andou em promiscuidade com seus fantasmas, não foi marcado.  Não será exposto às fraquezas,  ao desalento,  ao amor,  ao poema". Manoel de Barros
... e enquanto o tempo passa,  o pêndulo das horas se debruça,  e cai,  no segundo seguinte.
Sou Isso. Misturando um pouco de tudo,  e muito de nada. Sou um pedaço de espelho, refletindo um algo de mim. Uma boca aberta, (n)um peito nu. Uma ruga na testa em um olhar de urubu.
Um Dia, Talvez... Um dia, talvez, a dúvida te assalte no exato momento em que te lanças no vazio, em direção ao trapézio de novas esperanças. E teu pensamento, quem sabe, vacile; epor um fio penda tua vida. Naquele instante que antecede a queda talvez recordes tuas alegrias e do mundo faças um balanço e rias do nada que restou ao fundo de teus dias. Por um segundo, tua sede de viver será tua esperança; e voltarás como criança os olhos para o Infinito, à espera de um milagre. E então, aflito, sentirás que teu ser se desmorona. Já não há quem te consagre seu afeto, uma frase ao menos que te oriente rumo à noite; nem mão que te seque o silente pranto e aplaque o pavor em que te abismas. Nessa hora, quando nada mais esperes, lança teu olhar para além da treva e esquece teus temores. Vê como tuas mãos se despetalam e teus membros flutuam ao sabor dos ventos, e teus mais belos pensamentos deslizam sobre a eternidade, enquanto milhões de vezes nasce e se põe o S...
Perto do teu coração selvagem Eu caio ao cair da tarde Trazendo a alma em febre de noite alta Fico ao longo da tua margem Que a onda de ti divague Na minha aspereza nua e me arraste Parto na pura velocidade do teu coração viagem Que nele eu de mim me perca Sem ter saudade Entro na pura profundidade do teu coração miragem Que nele eu desapareça E seja só sentimento teu Desejo teu, só teu, algo só teu Vítor Ramil
E é no silêncio. Nesse silêncio das palavras caladas dos sons não feitos, das coisas não dadas que o mundo balbucia. E, calando, expressa. E, expressando, vibra. Sem sons ou argumentos só existência,  que se cala e por si se basta.