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Mostrando postagens de dezembro, 2010
Escrevo para deixar registradas as impressões que o mundo causa em mim. E, talvez para tentar organizar alguma coisa, cá dentro. Escrevo porque minha alma tem desejos que desconheço. Nada mais!
A noite se fez silêncio E pude enfim, ouvir o sussurro dos meus sonhos. Falavam de corpos, de pernas e seios Eram coloridos e cheios de desejo Sonhos molhados, suados, encarnados. Pude acender em teus olhos meu calor e meu ventre pôs-se a queimar. Aproximei-me, toquei de leve teu rosto Teus olhos fixamente a me fitar. Senti o aroma do teu corpo, da tua boca, teu pulsar. Bocas ocas, loucas bocas. E então, teu hálito sobre meus pelos Sobre tua pele a carícia de meus cabelos Mãos que entrelaçam dedos, em corpos nus, descobertos, desatentos. E assim nos rendemos enfim, me rendo. Quero ser a presa do teu desejo Cravada com teus dentes em minha nuca Sou tua, toda tua. Inteira, me possua! Amanheci querendo ser amada, essa manhã. Composição Musical:
Meu amor, O que você faria se só te restasse um dia? Se o mundo fosse acabar me diz, o que você faria? Ia manter sua agenda de almoço hora apatia, ou esperar os seus amigos na sua sala vazia? Meu amor, o que você faria se só te restasse um dia? se o mundo fosse acabar me diz o que você faria? Corria prum shopping center ou para uma academia pra se esquecer que não dá tempo pro tempo que já se perdia? Meu amor... O que voce faria se só te restasse esse dia? Se o mundo fosse acabar, me diz o que você faria...? Andava pelado na chuva Corria no meio da rua Entrava de roupa no mar Trepava sem camisinha Meu amor!! O que você faria? O que você faria? Abria a porta do hospício. Trancava a da delegacia. Dinamitava o meu carro parava o tráfego ria! Meu amor o que você faria se só te restasse esse dia? Se o mundo fosse acabar, me diz o que você faria? O que você faria? Paulinho Moska-Último Dia
Viver é uma loucura, insanidade seria permanecer são. Envolvimentos, amores e promessas Dores, finais e recomeços Vivemos como se tudo fosse para sempre esquecemos que tudo é finito, inlcusive nosa existência. E se as luzes se apagarem, as cortinas se fecharem e não tivermos direito a bis? Posso perder tudo o que senti. As memórias, os amores, tudo o que está marcado em meu corpo, como uma cicatriz, um sinal. Posso não reencontrar as pessoas que amei. Posso esquecer os aromas e perfumes. Posso perder a lembrança do gosto, do toque. Sanidade? Não sei do que se trata. Somos todos loucos à procura de alguma cura. Um tranquilizante, uma droga qualquer que amenize a dor, que nos faça parar de sentir, que facilite o tempo passar.
Casais dançando na areia. Crianças brincando na água. Famílias, conchas, cervejas, bolinhas e protetor solar. Chegou o verão! Quero uma água de côco, meu chapéu e os óculos de sol. Ah, bem lembrado, preciso me comprar novos óculos de sol. Sim! E me depilar... ó céus! Hoje não vou mergulhar. Vou para casa lavar os cachorros e me divertir no jardim. E já que, mais uma vez, não terei férias, de hoje em diante todos os meus dias de folga serão assim: Todinhos pra mim!
Já faz tempo muito tempo... tanto, que já nem sei mais tempo, que já nem percebo quais avisto e pulo, então, do cais em vôo solo, direto a todos os meus "ais" ah, já faz tempo e quase... quase não me lembro mais. O mundo é um moinho Cazuza interpreta Cartola
Estou me transformando em uma mulher estranha. Desconhecida. Uma mulher que abandonou seu passado e, ainda não pertence a nenhum futuro. Uma mulher suspensa em seu destino. O tempo é curto para os meus planos e já gastei tempo demais repetindo os mesmos enganos.
RARO E COMUM Não vou deixar pistas e tudo O que eu fizer já terá sido Quem perguntar, já terei ido Seu eu responder, somente mudo Não vou fazer menor ruído Não vou guardar nenhum rancor Não vou deixar nada escondido Não vou rimar amor e dor Não vou fazer nenhum ruído Nem responder em língua morta Você já tem todas as chaves E abrirá todas as portas Eu vou deixar tudo bem claro Se tudo fez ou não sentido O mais comum e o que foi raro Raro e comum já terá sido. Composição: (Fred Martins/ Marcelo Diniz)

Envelheci

O tempo passou rápido demais e nem percebi Perdi bons anos da minha vida procurando por algo que descobri não existir Abri mão de todas as minhas ilusões Quase sufoquei de tanta solidão Ri muito, chorei demais Sofri o que não mereci Pedi e não fui atendida Nada esperei e alguma coisa recebi Estou cansada. Meus olhos mudaram, minha carne afrouxou Minha pele está viva, mas meu coração fechou Estou cansada. O tempo não parou, chorei, sangrei, sobrevivi, mas também Envelheci.
Tenho um dedo que indica, em uma mão que aperta. Tenho um pé que sente a chegada do chão, em pernas que me levam além. Tenho olhos que me visitam imagens e algo mais desconhecido que me guia. Tenho um coração que ainda bate, em um peito (talvez) ainda aberto.

Fome

Eu me alimento de poesia Se não me alimento não vivo. A poesia é o alimento da minha alma. E no desalento em que vivo tudo em mim se faz ferida: e ferindo o peito, machuca a alma, e a faz partida. Renata Paz - Desabrocha r
A VIDA É BREVE A ALEGRIA TAMBÉM O MOMENTO É LEVE ME LEVE CONTIGO QUERO IR ALÉM. CANSEI DAS CARTAS MARCADAS DO PASSO PREVISTO AGUARDO O INÉDITO, INTANGÍVEL QUERO IR CONTIGO ME LEVE ALÉM A VIDA É LEVE A ALEGRIA É BREVE E O MOMENTO TAMBÉM...
O AMOR É O RIDÍCULO DA VIDA. A GENTE PROCURA NELE UMA PUREZA IMPOSSÍVEL, UMA PUREZA QUE ESTÁ SEMPRE SE PONDO. A VIDA VEIO E ME LEVOU COM ELA. SORTE É SE ABANDONAR E ACEITAR ESSA VAGA IDEIA DE PARAÍSO QUE NOS PERSEGUE, BONITA E BREVE, COMO AS BORBOLETAS QUE SÓ VIVEM 24 HORAS. MORRER NÃO DÓI. Cazuza   http://www.youtube.com/watch?v=i4EIMk5WcHg&feature=related
Sob o relento, com os seios ao vento Pouso o olhar no horizonte, e ouço O canto das sereias no farfalhar do mar Conversam faceiras sobre homens e naufrágios E entoam novos risos Sob o céu velado de luz Luz de lua inibida, atrás das nuvens escondida Foge do canto, corre do feitiço Do desejo que arde nesse peito De sucumbir e reluzir ao mar De navegar ao léu De seguir palavras Escrever no teu céu.
Ó Deus, não sou boa em despedidas. Vivo o amor e o ódio sem medidas e mergulho em momentos de efêmera felicidade por teimar e acreditar que algo possa um dia ficar mas nada fica. Quando você parte, as memórias da sua presença arranham minhas ausências e minha alma sangra. Não quero passados, quero presentes e futuros quero coisas novas, quero me permitir, e também ir embora. (Dá Vida, Despedidas)
Hoje tropecei. Quase cai. Meus pés se desentenderam. Incomunicáveis pés. Silenciosos pés. Enroscaram-se, de tanto ódio ou de tanto amor, não sei. E então, tropecei. Não havia nada. Pedra, buraco ou motivo. Foi simplesmente o aviso de que algo não se passou muito bem entre o equilíbrio dos dedos e o fluir dos pensamentos. Tropecei. E então percebi, que não há razão para certezas muito menos nas asperezas (e a vida tende a ser bastante áspera!) Continuei e segui. Olhei para o chão, e para meus pés, surpresa! E erguendo logo o olhar, despedi. Mesmo sem saber, sem talvez mesmo querer. Continuo e sigo. Um pouco mais leve, e um tanto mais velha.
Tenho desejos. Desejos ocultos não ditos, incultos! Sou uma pecadora da alma. Desejo o que ainda não tenho desejo o que sequer imagino existir, mas desejo. E, por tanto desejar, resisto, insisto, persisto. Existo!
De que serve a bondade Se os bons são imediatamente liquidados,ou são liquidados Aqueles para os quais eles são bons? De que serve a liberdade Se os livres têm que viver entre os não-livres? De que serve a razão Se somente a desrazão consegue o alimento de que todos necessitam? Em vez de serem apenas bons,esforcem-se Para criar um estado de coisas que torne possível a bondade Ou melhor:que a torne supérflua! Em vez de serem apenas livres,esforcem-se Para criar um estado de coisas que liberte a todos E também o amor à liberdade Torne supérfluo! Em vez de serem apenas razoáveis,esforcem-se Para criar um estado de coisas que torne a desrazão de um indivíduo Um mau negócio. Bertolt Brecht
Exsitem sentimentos que  não deveriam ser sentidos por que nos levam pra longe... nos distanciam assustadoramente do que nos parece mais seguro há sentimentos que nos arremessam contra as escarpas da vida há sentimentos que são perigosos são como remédios, ou venenos, a diferença está somente na dose.