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Mostrando postagens de novembro, 2013
Seres humanos... Olhos perdidos, pele pálida. Escorridos pelos sobre a cabeça, ou ondulados cabelos. Pé ante pé, ou em passos ligeiros. Todos juntos e cada um muito só. Convivências em silêncio. Olhos que procuram sem se tocar, corpos que se movimentam sem se perceber. Ramos do mesmo tronco, folhas do mesmo galho, que desconhecem suas mesmas raízes.
Pessoas soberbas em suas soberbas soberanias, estúpidas posturas e desnecessárias usuras. Peito estufado, na certeza de estar sendo observado. Passarela da vida: bola dividida entre o ser e o ser aparentado. Manter a pose sem posse e o engomado engodo na calçada de uma vida virtual. Em uma confusão de egos: banal bacanal!
Mulheres são curvas. Homens são retas. No mundo das formas essa é a única norma. No entanto, quanta diferença na forma dos atos, (se pensa) que há. Um se diz prolixo outro, desencanado. Um se diz detalhista outro, generalista. Mas a verdade é que a norma permanece única: a maior diferença sempre será a última.
Os segundos preciosos, mágicos, que precedem aquela sensação de crença profunda, de apaziguamento total, de entrega e confiança. Ahhh..... e aquele suspiro demorado, transbordando de esvaziamento. Tão raros, e por isso, tão preciosos momentos. São gemas valiosas, escondidas em meio às rochas. Antes de encontrá-la é preciso desprender todo o entorno, delimitar o contorno, despedaçar todo o resto, até surpreender-se com o eterno. Pode ser o trabalho de uma vida, já que a própria vida exige um certo esforço.  A vida nasce da graça, mas custa caro! É preciso reciclá-la, preservá-la e cultivá-la, apreciá-la, 'curiosá-la', respeitá-la. A vida é rara! 
Para amar, é preciso afrouxar. Afrouxar os nós, as amarras e os paletós. Para amar, é preciso deixar entrar. Deixar entrar o ar, a luz e o calor. Deixar entrar o amor. Para amar é preciso partir. Partir do seu porto, até partir do próprio corpo. Para amar é preciso esquecer. Esquecer o ego e o apego. Esquecer de si. E jamais abandonar. Porque abandonar, não é amar. Para amar é preciso ter memória curta para os fatos, e eterna para os afetos.  Memória interna e etérea, para afrouxar, desamarrar, deixar entrar, partir, esquecer e enfim, amar.