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Mostrando postagens de novembro, 2012
Bico no bico dos teus lábios, no bico de teus seios. No bico dos picos resplandecidos perdidos, aos meios pendidos, aos avessos invertidos,  pervertidos. Causo descalço aos pedaços,  em percalços incautos,  que perfeitos os teus peitos  preencham minhas mãos. Sinto e pressinto  do acaso o sentido,  que insiste,  persiste,  existe e  de mim despiste. Parto e acato  o rumo ao acaso, e sigo o que cinge, o caminho e a inversão.
Alice caminha pelas ruas prestando atenção aos rostos e feições das pessoas com que cruza. Olhares pensativos, rostos enrugados, esboço de sorrisos, pressa ao caminhar, distração, dor... É possível ler quase tudo o que se passa com o outro apenas observando as marcas ungidas em seus corpos. O jeito de andar, o olho e o olhar, o gesto e todo o resto, que em partes mostra o todo e o todo que em partes se refaz.
E, de repente, ela se foi...
Aproximou-se e segurou delicadamente seu rostinho com as mãos em concha. Parecia querer carregar cuidadosamente a água do mar. Olhou fundo em seus olhos, um olhar doce, calmo e sereno. A menina retribuiu. Nenhuma palavra precisou ser dita. Frases e sons, tornaram-se vãos, mas todos os sentidos e significados foram apreendidos. Então, um leve sorriso, de canto de boca, surgiu em sua face e a menina riu,  um riso largo e tranquilo, um riso de puro e profundo entendimento. Suspiraram. Naquele instante, seus corações se tocaram e repletos de gratidão puderam enfim retomar seus caminhos em paz.
Preste atenção: Há sempre uma transformação em ação!