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Mostrando postagens de maio, 2012
Ela já fora uma menina, uma garota, uma jovem. Hoje, é uma velha senhora. Cabelos brancos, pele gasta, enrrugada, olhar simples e vagarosas pisadas. Vestes despretenciosamente escolhidas, rosto lavado, cabelos curtos, em curtos cachos.
E eis que surge em meio a praça uma figura antiga. Lembrança remota de uma infância, já partida. Um vendedor de algodão doce. Segurando em alabastro um suporte repleto de doces nuvens cor de rosa. Figura inusitada, lembrança adocicada! 21/05/2012 - 11:45h - Praça XV - Fpolis/SC
Partir, Andar Zélia Duncan Partir andar, eis que chega Essa velha hora tão sonhada Nas noites de velas acesas No clarear da madrugada Só uma estrela anunciando o fim Sobre o mar sobre a calçada E nada mais te prende aqui Dinheiros, grades ou palavras... Partir Andar, Eis que chega Não há como deter a alvorada Pra dizer, um bilhete sobre a mesa Para se mandar, o pé na estrada Tantas mentiras e no fim Faltava só uma palavra Faltava quase sempre um sim Agora já não falta nada Eu não quis, te fazer infeliz Não quis.... Por tanto não querer, talvez fiz... Partir andar, eis que chega Essa velha hora tão sonhada Nas noites de velas acesas No clarear da madrugada Só uma estrela anunciando o fim Sobre o mar sobre a calçada E nada mais te prende aqui Agora já não falta nada... Não falta nada...
Meus sonhos agora são outros, meus dias agora são diferentes, e as noites já não sobrevivem  apenas de silêncio e escuridão. Muito ou pouco, tanto faz, agora o que quero, simplesmente me apraz!
O seu dedo indicador, algo me indicava, até que, sem mais perceber, dei-me conta que, mais do que indicar, o tal dedo, denunciava... Afinal, enfim, percebi, não se tratava de um indicador, mas do dedo que em riste, e inescrupulosamente sozinho, vinha logo depois!
Carta ao fim de um amor: Caro amor, vá se fuder! O que houve entre nós foi um engano. Eu achei que você seria, você pensou que eu poderia. E, no final dessa história, tudo o que restou foi uma grande e dupla ironia! Bela merda! O que vivemos foi por um tempo belo, perfumado, iluminado. Agora, vá se fuder por favor! Pois nosso tempo acabou e bem sei, que o que sonhei, você também sonhou. Amor...
Se Eu Quiser Viver Gonzaguinha Se eu quiser viver tenho que saber quando chega a chuva quando é só verão pra semear por que a fêmea terra tem seu seio tem seu tempo exato para engravidar e através das luas pacientemente colocar suor o suor do amor para ter o fruto o fruto criança estrela esperança o eterno alimento quente em nossas mãos Se eu quiser viver Tenho que ter fé No elemento homem, planeta obscuro A se desvendar Como as estrelas Muito além na ponta do meu dedo Segredos no ar Um grande universo Misteriosa mente Muito mais criança que a própria criança Diante do mundo O fruto e a semente Projeto futuro Brincando com a vida O fim e o começo sempre em suas mãos Se eu quiser viver Tenho que lembrar É fácil negar É fácil morrer É fácil matar É muito fácil desistir tudo e parar pra olhar A vida passar É bem mais difícil A conseqüente mente Conjunção de astros soma de energias Trabalhar futuro Ah minha criança Muito que aprender Se eu quiser viver...
As Dádivas dos Amantes Deu-lhe a mais limpa manhã que o tempo ousara inventar. Deu-lhe até a palavra lã, e mais não podia dar. Deu-lhe o azul que o céu possuía deu-lhe o verde da ramagem, deu-lhe o sol do meio dia e uma colina selvagem. Deu-lhe a lembrança passada e a que ainda estava por vir. Deu-lhe a bruma dissipada que conseguira reunir. Deu-lhe o exato momento em que uma rosa floriu nascida do próprio vento; ela ainda mais exigiu. Deu-lhe uns restos de luar e um amanhecer violento que ardia dentro do mar. Deu-lhe o frio esquecimento e mais não podia dar. Carlos Pena Filho
Acreditar é crer. Crer no que ainda pode ser invisível, mas já pode ser sensível. Acreditar é ter fé. Fé e esperança. Mas nada disso vale sem a ação. A ação é o que dá a forma ao invisível e transforma em matéria o que até então era, também, indizível.
Cansei. Meu último fôlego se foi. Meu último suspiro se esvaiu. Cansei. Não há mais lágrimas a serem derramadas. Não há mais palavras a serem proferidas. Tudo se foi e o que deixou restar, reduziu-se a um grande nada! Cansei. Quereres enganam desejos. Desejos estão distantes da realidade, e a realidade existe, mas é muito pouca. Cansei. Escolho nesse momento deixar de sentir. Partirei, pé ante pé, para nunca mais. Nada mais. Chega de sentir, não há mais nada para ser sentido, dito ou vivido. Cheguei ao fim do que há em mim.
O trabalho de uma vida consiste em retornar às coisas mesmas, à simplicidade do Ser, à essência da própria vida, à paciência, à ação, à comunhão, à compaixão, ao amor!