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Mostrando postagens de agosto, 2012
Às coisas que não se explicam, simples explicações se bastam: - Sim. - Não. - É. - Não é. - Pois é... Monossilábicas, desconexas, todas essas partes, partem peças e, de pedaço em pedaço me despeço, disperso, sem pedidos, nada peço. Tão certo quanto o dia que a noite precede. Tão perto quanto o ar que respiro. Tão curto quanto o fôlego náufrago. Tão puro e tão denso quanto um broto de vida. Assim, sim... Há coisas que simplesmente se aplicam, não se explicam.
TEXTO E PRETEXTO O tema é um ponto de partida para um poema e não um ponto de chegada, da mesma forma que a bem-amada é um pretexto para o amor. Mário Quintana DAS UTOPIAS Se as coisas são intangíveis...ora! Não é motivo para não querê-las... Que tristes os caminhos, se não fora A mágica presença das estrelas! Mário Quintana EPÍLOGO Não, o melhor é não falares, não explicares coisa alguma. Tudo agora está suspenso. Nada aguenta mais nada. E sabe Deus o que é que desencadeia as catástrofes, o que é que derruba um castelo de cartas! Não se sabe... Umas vezes passa uma avalanche e não morre uma mosca...Outras vezes senta uma mosca e desaba uma cidade. Mário Quintana
Tudo passa muito rápido, os momentos escorrem por entre os dedos.  Os segundos escoam enquanto o tempo se arrasta a caminho de não sei onde, vindo de não sei quando, trazendo e levando não sei o quê, pra não sei quem, sem mais, sem menos. Tolices! E, no fim, tudo não passam de tolices!
Preciso de um pouco de erro. Um pouco de perdição. Não quero mais nada que venha inteiro, bem feito, perfeito. Quero um pouco mais do errado. Um pouco mais do avesso.  Um pouco mais mal passado. Um pouco mais cru.  Um pouco mais nu. Um pouco mais cu.
O DISFARCE - Mário Quintana Cansado de sua beleza angélica, o Anjo vivia ensaiando caretas diante do espelho. Até que conseguiu a obra-prima do horror.  Veio, assim, dar uma volta pela Terra.  E Lili, a primeira meninazinha que o avistou, põe-se a gritar da porta para dentro de casa:  "Mamãe! Mamãe!  Vem ver como o Frankenstein está bonito hoje!"
Assinei um pacto com o diabo. Só posso ver a Deus se,  de tempos em tempos,  visitar também o inferno!
Diferenças entre "ele" e "ela". Parte I: Ela, achava que ele queria alcançar sua alma.  Ele, disse que queria era fisgar seu coração.
Você me pegou desprevenida. Você me puxou na saída. Me deixou descabelada e perdida. Usou e abusou de mim. Agora? Chega! Cansei de adocicar. Também posso ser amarga ou insalobra. Cansei de te olhar. Sua imagem perdeu a cálida presença. Mexeu em profunda cicatriz. Passou dos limites. Para mim, você? Morreu!
ELA TEM UMA DOENÇA TERMINAL: ESTÁ VIVA!
Sou um pinguinho de tinta derramado entre o instante que foi e o que há de ser. Minha cor varia, muda conforme a forma que me lanço. Minha forma muda, varia conforme me rendo à superfície. Assim, vou deixando algumas marcas. Posso ser grande e disforme, posso ser pequenino e tímido. Posso ocupar muito espaço, posso passar despercebido. Mas em alguma parte, meu rastro estará. Pois é assim, sem se dar conta, que os minúsculos pingos de tinta criam uma grandiosa obra prima.
Romântico,  é quem não tem vergonha de falar sobre o amor. Corajoso,  é quem não tem vergonha de vive-lo! Todos os apaixonados parecem tolos,   aos olhos dos que não estão apaixonados.
Se, por vezes, torno-me companhia insuportável, para mim mesma... como não o seria, ao menos em(por) alguns momentos, insuportável para outrem? A solidão é condição sine qua nom para qualquer existência!  
Se fosse pra voar, eu voaria. Se fosse para saltar, eu saltaria. Se fosse para amar, eu amaria. Se fosse para esquecer, eu partiria. E partindo, mais uma vez, seguiria. Abriria meus braços novamente às aventuras do mundo. Enfiaria-me até os cotovelos nisso a que chamam de "inesperado". Se... nada é eterno... que se-já!
Epílogo: Não, o melhor é não falares, não explicares coisa alguma. Tudo agora está suspenso.  Nada agüenta mais nada. E sabe Deus, o que é que desencadeia as catástrofes, o que é que derruba um castelo de cartas! Não se sabe... Umas vezes passa uma avalanche e não morre uma mosca... Outras vezes senta uma mosca e desaba uma cidade. Mário Quintana - 80 Anos de Poesia