Toda vez que me deparo com uma porta me pergunto: como abri-la? Há portas de madeira, de concreto, de papelão. Para quê elas existem? Para dividir, para separar, para impedir. Podem separar ambientes, pessoas, paisagens, o público e o privado. Podem ser úteis e saudáveis. Podem ser desnecessárias e doentias. Toda vez que me deparo com uma porta me pergunto: para quê ela serve? Há portas grandes, pequenas, altas e baixas. Há portas que permitem uma certa visão, ou ao menos um prenúncio do que pode haver, do lado de lá. Há portas que não deixam nada passar, tornam-se intransponíveis e se vangloriam dessa característica. E, isso pode ser bom, assim como também, pode ser ruim. Toda vez que me deparo com uma porta me pergunto: quanto esforço será necessário para abri-la? A melhor maneira de passar para o outro lado é sendo recebido por quem já habita o lado outro. É ser convidado: a espiar, espreitar, tentar um pé, um braço, até o corpo inteiro passar, ou simplesmente, não. H...
Nada mais há, a não ser, o que há.