Desprenda-se, por um instante. Inspire profundamente e, deixe-se cair nas teias da vida. Largue-se de braços abertos ao encontro do vento Ouse tirar os sapatos e pisar o chão, com os pés nus. Desnuda-se também de seus pudores e crenças Suspenda o véu que encobre seus olhos E por alguns segundos, simplesmente veja, com o corpo inteiro. Deite com os braços abertos ao céu Olhe nos olhos das estrelas Entregue-se e deixe assim, tudo ser.
Nada mais há, a não ser, o que há.