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Mostrando postagens de fevereiro, 2011
Quero muito deixar aqui, uma mensagem. Uma mensagem que possa transmitir ao menos uma parte, mesmo que ínfima de mim, para ti. Uma mensagem que exprima uma parte da minha dor e do meu medo do amor. Uma mensagem que me faça adormecer em paz. Uma mensagem que me ajude a amanhecer o que jaz. Bom dia! Boa noite! E então talvez, simplesmente, a pura simplicidade me baste.
É o dilema que nos guia. É a insolubilidade da questão que nos persegue e, perseguimos. É a impossibilidade do real que incesssantemente buscamos. É o estranho que nos fascina. É o riso sem motivo o que desejamos. É no que não faz o menor sentido que nos encontramos.
Vou. Talvez, um dia, chegue lá! Se não chegar... Valeu pelo caminho! Se quiser, venha comigo. Mas não seja um peso a mais. Procure ser leve, amoroso e paciente, pois da vida, já bastam seus perrengues. Sejamos breves e simples,  sigamos, e nada mais.  
De nada me arrependo. Mas às vezes me pergunto: E se...? Os caminhos abertos, não percorridos, deixam rastros, arranhões na alma pequenas cicatrizes de dúvida. Um olhar alongado. E se...? A esperança é um urubu pintado de verde. Mário Quintana
Afinal, o que é a saudade? Um aperto no peito, um suspiro que brota, uma lágrima que cai, perdida em um olhar distante. Saudade. Do que já foi, do que poderia ter sido, do que provavelmente, nunca será. Saudade de quem partiu, de quem não aparece, de quem ainda não chegou, ou jamais virá. Saudade é dor que não encontra lugar. Não tem razão ou tradução. Surge de um sonho, uma lembrança, uma visão e sempre causa certa confusão. Não sei se passa, não sei se cura mas é certo que atravessa e sempre deixa uma fissura.
Saí pela vida em busca de inspiração inspirei, expirei... e, em meus pulmões deixei entrar o ar do mundo. Procurei por imagens, pessoas e sentimentos encontrei paisagens, histórias e emoções tantas, que para todas, ainda não encontro lugar. Mas aprendi que é preciso partir para algum dia, poder voltar.
Qualquer pessoa, sem palavras torna-se supérflua Mas quando alguém que escreve não encontra seu tom, pode tornar-se um grande chato(a)! É como me sinto. Portanto aqui, calo-me. Até que alguma aptidão pela vida me retorne aos lábios, aos verbos, às pontuações e à algum abecedário que passe a me fazer sentido. Tudo o mais, foi-me sequestrado.
Quero escrever algo diferente Descobrir outras palavras Inventar uma nova gramática Metamorfosear minha escrita, minha linha e minha letra. Quero avistar uma novidade Que me faça mudar enfim Quero partir e não voltar Quero ancorar em um novo lugar.
Hoje, quero que o dia passe. Leve e despercebido, sem grandes esforços. Hoje, resolvi descansar. Descansar da vida, das obrigações, dos fazeres e afazeres. Hoje, decidi ver o dia passar por mim e não eu por ele. Entrego memórias, lembranças e desejos ao tempo e, meus pensamentos, todos, sopro-os ao vento.