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Mostrando postagens de outubro, 2010

Quero!

Quero, Quero tudo! Tudo o que há para ser vivido, sentido, experimentado, atravessado. Quero! Quero a vida, quero a cor e o luar a primavera, o encanto, a doçura do beijo,  o enconro do olhar. Quero! Quero o toque em meus cabelos, o vento suave em minha face e a espuma do mar a meus pés. Quero as coisas belas! Quero coisas vivas e, antes delas Quero a luz que sobrevive à escuridão o segundo sublime no qual a alma se prende ao coração Quero o início da vida e tudo, o mais!

BEM VINDA, PRIMAVERA!

NÃO TE RENDAS JAMAIS

Procura acrescentar um côvado à tua altura. Que o mundo está à míngua de valores e um homem de estatura justifica a existência de um milhão de pigmeus a navegar na rota previsível entre a impostura e a mesquinhez dos filisteus. Ergue-te desse oceano que dócil se derrama sobre a areia e busca as profundezas, o tumulto do sangue a irromper na veia contra os diques do cinismo e os rochedos de torpezas que as nações antepõem a seus rebeldes. Não te rendas jamais, nunca te entregues, foge das redes, expande teu destino. E caso fiques tão só que nem mesmo um cão venha te lamber a mão, atira-te contra as escarpas de tua angústia e explode em grito, em raiva, em pranto. Porque desse teu gesto há de nascer o Espanto. Eduardo Alves da Costa (No Caminho com Maiakóvski)
Estou lúcido. Estou vivo como as aves em migração. Começo por amar a realidade... nunca declinei a vida. Mesmo que tudo esteja contaminado e sem reverso, é a vida que nos povoa; é a vida por inteiro que nos vive. Antônio Teixeira e Castro
Então é isso. Minha aldeia cabe na palma da minha mão, num punhado de terra fresca, num afago despreocupado em meu cão. Minha aldeia não tem muros, não tem limites e cabe inteira em meu coração. É céu, é mar, é rio, é luar! Despreocupada, exala seu perfume pelo ar e, e toma conta do meu ser. Inunda minha alma e deságua em meus olhos, úmidos de emoção. Sentimento de encanto, canção da presença, canção do presente, da alma Minha aldeia está dentro, está fora, está para além do visível ou do invisível. Eu a sinto mas nem sempre a vejo. Pressinto, e quando menos espero, lá está ela. Vivo na busca por saber que sempre lhe encontro. Vivo na esperança por querer crer que és eterna.