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Mostrando postagens de maio, 2010
Lanço-me ao mar para que suas ondas enfim quebrem minhas amarras, desfaçam meus nós e me permitam movimentar meus braços e pernas para sobreviver ao naufrágio da vida. Cansei do fundo, cansei da escuridão, cansei da solidão. Quero o mar, quero a onda, quero a areia e o ar. Quero viver e aprender, um pouco mais dessa coisa estranha que é amar.

Não ouso

Tenho uma vontade louca de dizer que te amo Mas não ouso! Não sei o que é amar... Sinto um desejo premente de dizer que te quero Mas não ouso! Não sei o que é ficar... Vivo um querer intenso de viver ao teu lado Mas não ouso! Meu querer é lábil, instável, duvidoso... Duvido de mim mesma Não ouso ter certezas!

Cansei

Cansei de guardar meus amores Mas ainda não sei amar... Meu corpo pede um colo, um gole de vinho e muito carinho Meus braços procuram na extensão de meus dedos, tocar Cansei de guardar meus rancores Arranquei-os todos, pela raiz Assim quem sabe encontre mais fácil o motivo do riso A felicidade que passa por um triz Cansei de guardar meus rumores Agora faço mais barulho, preciso me ouvir Calei por muito tempo, tanto tempo que até me esqueci Do que dentro de mim grita insistente, cansado de ir e vir Cansei de guardar meu fôlego Agora perco-o todo e o retomo, como um sopro de vida, após o momento da morte Quero dar voz ao ar que me habita A voz das palavras que me surpreendem ao encontrar lugar em meus lábios, a voz do que ainda, nunca foi dito.

O que não sei do amor...

Do amor eu nada sei Só sei da paz que ele abriga Da chama que acende Do calor que mantém Mas ainda assim, sei tão pouco... Tão pouco da sua força ou do seu poder Tão pouco da sua real beleza E me rendo! Pois o que não pode ser compreendido, compreendido está. E então o que fica são seus encantos, suas marcas e sempre alguma raiz A raiz do que nos mantém na busca, do que nos é aparentemente, tão familiar: O amor. Desse amor, tão pouco ainda sei... Mas só sei, que sim, Quero-o mais!