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Mostrando postagens de agosto, 2010
E, assim me despeço dessa etapa. Com a mesma primeira poesia aqui publicada em meados de 2009. A vida, e seus ciclos, infalíveis, certeiros, reais! Até, a Próxima Vez! É, É casco quebrado É pedra caída É meio de lado Sem peso ou medida É caso pensado, prensado, arranhado. Sem eira nem beira, É coisa perdida. É nó desatado Laço desfeito Cadeira vazia. É ir, querendo ficar E ficar, sem nada alcançar É queixa e ardor É silêncio sofredor É ponto e vírgula, reticências e exclamação. É algo de novo, e um pouco de velho Algo sentido, ferido, carregado de emoção, e ponto final.
Já faz algum tempo que não estou feliz com as coisas que escrevo... portanto, não sei ainda, mas acho que resolvi iniciar alguma mudança... algo do tipo: não sei muito bem aonde isso vai parar, mas... não tenho alternativa melhor, portanto... uuuhhhuuuuuu!!!!!! Algo assim... um dia eu volto... ah, eu volto... (logo?? ; )) )
Esses dias vi uma foto, ou montagem, não sei, do globo terrestre suspenso, no nada, no vazio e na imensidão da galáxia, só, mas rodeado de mistério. Por um ligeiro instante, imaginei quantos planetas nos rodeiam, quantas galáxias fazem parte desse universo imenso e misterioso no qual mergulhamos na nossa breve aventura do viver. Que maluquice! Uma grande bola azul que, se comparada com todas as outras coisas que já descobrimos existirem no universo, é muito, muito pequena. Imagine, só por um momento, a sua existência dentro dessa imensidão. Inquietante não? Quantas vezes na vida paramos para prestar atenção às coisas que nos são mais inquietantes? Qual o propósito da vida? O que acontece quando morremos? Do que é feito o universo? Onde ele começa, onde ele acaba? Estamos “dentro” do que afinal de contas? Enfim...há tanto mistério na nossa existência, tantas perguntas ainda sem resposta que uma vida apenas é pouco, muito pouco.
Cansei... Finalmente, cansei! Por que sempre assim? Por que enfim, sempre, até o fim? O que me impele a ser assim? O que é isso que se atravessa em mim? Cansei... Finalmente, enfim...
Às vezes acho que assusto as pessoas... Por isso é muito bom encontrar companhias que não me acham louca, cansativa, ou insana... pessoas que vibram na mesma direção e são raras... Bem, acabo de descobrir que amo as raridades! (desculpe, não consigo ser diferente...)

Estou dividida

Estou dividida Dividida entre o tempo e a obrigação Entre o amor e o efêmero prazer Dividida entre o olhar e o toque demorado das mãos Dividida entre noites de romance e uma vida de aprendizados Estou dividida Entre a poesia e os cálculos matemáticos Dividida entre as demandas dos neuróticos anônimos e atônitos e minha busca essencial Dividida entre o querer, o dever e o poder... Hoje amanheci dividida Minha fenda está aberta Fenda que me mostra o vazio, o buraco, mas também o desejo, a possibilidade É preciso coragem pra escolher, é preciso ousadia pra partir, é preciso liberdade pra seguir, E isso, é tudo o que me peço agora...

1º de agosto

1º de agosto À gosto Ai, que bela noite antecipou essa manhã Por acaso, ou por tanto sofrer, cansei de esperar E, por cansar de esperar abri meus olhos E, por abrir meus olhos, coisas acontecem... Em 1º de agosto, nada é eterno, já passamos da metade do ano Em 1º de agosto o dia é frio, mas a noite foi quente e aconhegante Passou, assim como o inverno passa, assim como as noites antecedem os dias Aprendi que não há como ficar, nunca, em nenhum lugar e assim, Meus planos de partir se tornam ainda mais presentes, ainda mais certeiros. Em 1º de agosto muita coisa pode começar a mudar... A começar pelo sono, que parece que finalmente começo a recuperar.