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Mostrando postagens de março, 2011
Hoje, metade de mim é pó e a outra metade se foi com o vento Hoje rezo um terço pra voltar inteira Hoje não desprezo um quarto, que me possa reinventar E sei que não volto mais ao que era Mas hoje, parte de mim é busca e outra parte, ainda é solidão.
Trilha sonora do filme: Alfie
Felicidade é experiência, Vive da impermanência Não possui conta ou papel Infla como balão e estoura logo que alcança o alto céu. Felicidade é imanência Só se vive na incandescência. É luz, é brilho, é cor. É nuvem que se eleva e se desfaz com o calor. Felicidade é suspiro um segundo, um instante e, se foi. Felicidade nasce, vive, move e morre. Felicidade é móbile, Felicidade é crime, Felicidade é sonho, Felicidade é vírgula, Felicidade E ponto.
Não me importa qual porta se abra. Quero ir a nado para o outro lado de mim mesmo, por um mar de perigos. Uma nau é o que procuro; Uma nau para ganhar o mundo, longe deste porto em que, seguro, me vou ao fundo. Eduardo Alves da Costa

Loucos e Santos

Escolho meus amigos não pela pele ou outro arquétipo qualquer, mas pela pupila. Tem que ter brilho questionador e tonalidade inquietante. A mim não interessam os bons de espírito nem os maus de hábitos. Fico com aqueles que fazem de mim louco e santo. Deles não quero resposta, quero meu avesso. Que me tragam dúvidas e angústias e agüentem o que há de pior em mim. Para isso, só sendo louco. Quero os santos, para que não duvidem das diferenças e peçam perdão pelas injustiças. Escolho meus amigos pela alma lavada e pela cara exposta. Não quero só o ombro e o colo, quero também sua maior alegria. Amigo que não ri junto, não sabe sofrer junto. Meus amigos são todos assim: metade bobeira, metade seriedade. Não quero risos previsíveis, nem choros piedosos. Quero amigos sérios, daqueles que fazem da realidade sua fonte de aprendizagem, mas lutam para que a fantasia não desapareça. Não quero amigos adultos nem chatos. Quero-os metade infância e outra metade velhice! Crianças,...
A "sorte", é que sou curiosa. Curiosa pela vida e ainda crente em suas reviravoltas. A sorte, é que sou sozinha e não tenho muito a deixar. Sozinha de amores, de pessoas, de poucas presenças. Então, pouco há de ficar para trás. A sorte, é que a vida por vezes me encanta, e nela meu olhar ainda encontra paisagens. A pena é que a vida me ensinou cedo demais que buscar, muitas vezes, não nos leva a nenhum lugar. A pena, é pensar que tanto tempo se passa, tantas coisas se vão e há tão pouco que fique, que sustente um algo, suspenso por um curto suspiro no ar. A pena, e a sorte, é que continuo a acreditar, a “curiosar” e, enquanto algo houver para desejar, não escolherei partir, mas me sentirei obrigada a continuar.
Não vejo a hora que acabe esse carnaval! que se aposentem as máscaras e as fantasias que as cores voltem a ser naturais. Não vejo a hora que as pessoas enfim possam se olhar nos olhos e se dizer algo de bom!