O tempo passa, os dias se vão E há algo em mim que parece esperar Esperar por um reencontro, por um fim ou por um milagre, não sei... O tempo passa, e com ele deixo ir meus pensamentos, meus desejos, meus vazios E por vê-los assim, passando, sinto que deixo de ver a mim Pois assim fico, esperando Que um dia a espera tenha fim. Já não sei o que mais pode doer, se a dor de ter ou a de não ter Mas ao olhar, tudo já parece perdido, passado Resta um vazio O vazio do quarto, o vazio do armário, o vazio de mim. O tempo passa, os dias se vão, e a vida segue. Aprendendo a viver, um sem o outro, o outro sem seu um Assim, aos poucos e não mais em um susto Já não sei o que me é mais difícil, pensar no passado ou no presente Mas sinto que ao deixar o tempo ir Fujo então do futuro, do que ainda não sou crente Fujo do medo, da escuridão e ainda me deixo prender então A um pedaço do teu coração.
Nada mais há, a não ser, o que há.