Era era uma vez um momento. O instante inesperado em que tudo se torna possível e viável. Aquele segundo mágico em que o chão se abre sob seus pés e o horizonte se expande em seu olhar. O momento em que, de tudo, somos capazes. O brilho, o esplendor, a luz, o calor. Dos lábios teus, o sabor. Do corpo teu, o ardor. Era uma vez, um momento, que em algum presente se passou e como um sopro sob um céu de nuvens esvaneceu e se desfez, como um encanto que no breve espaço de um suspiro infla e se desfaz. O espaço repleto que no vazio das horas e dos dias partidos se perde e como lembrança do acaso marcas de um antigo compasso, torna e retorna como passado e por um breve momento novo presente se faz.