Abriram-se as portas da vida e eu estava lá! Foi no momento em que vi a imensidão, e me assustei. Quis voltar, quis fugir. Restou-me apenas, seguir. Arrisquei meus primeiros passos. Não dispunha de muita astúcia, ou experiência, para saber se o chão, o qual tateava agora com a ponta dos dedos de meus pés, era seguro, ou não. Experimentei. Cai. Por diversas vezes, e então, fortaleci. Passei a tropeçar, apenas. Enrije-si. Espantei-me com o que vi. Aprendi. E foi aos tropeços, que me perdi. Afastei-me de mim. Mas fiz o que de melhor me foi possível. Descobri. Que tudo na vida tem seu preço. Vivi. Como se não me pertencesse e, agora, luto para apropriar-me de mim, em mim mesma. Sei, só tenho a mim, e vice-versa. Mas a vida há de ser longa o suficiente para enternecer e curta que chega para não cansar. Pois vislumbres já tive e bem sei... existirá sim, em algum lugar o tão procurado motivo, que permitará então, restar.
Nada mais há, a não ser, o que há.