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Havia lá um corpo estendido no chão.
Ao seu redor, uma multidão.
Com vários e vários pontos de interrogação,
outros tantos, de exclamação.
O corpo imóvel, já parecia frio, sem respiração.
O povo a olhar, parecia não acreditar,
que a morte pode assim tão de repente uma vida, açoitar.
Aparece e desaparece, sem alardes criar, como um sopro a se perder pelo ar.
Sim, pode deixar teu corpo na calçada, estendido como um qualquer, um desconhecido, um amontoado de pernas, pés e braços inativos, vazios, furtivos, partidos.
A vida é breve e a morte, sua eterna passageira.
Uma hora, com certeza, ela chega!

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