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Hoje tropecei.
Quase cai.
Meus pés se desentenderam.
Incomunicáveis pés.
Silenciosos pés.
Enroscaram-se, de tanto ódio ou de tanto amor, não sei.
E então, tropecei.
Não havia nada.
Pedra, buraco ou motivo.
Foi simplesmente o aviso
de que algo não se passou muito bem
entre o equilíbrio dos dedos e o
fluir dos pensamentos.
Tropecei.
E então percebi,
que não há razão para certezas
muito menos nas asperezas
(e a vida tende a ser bastante áspera!)
Continuei e segui.
Olhei para o chão, e para meus pés, surpresa!
E erguendo logo o olhar, despedi.
Mesmo sem saber, sem talvez mesmo querer.
Continuo e sigo.
Um pouco mais leve, e um tanto mais velha.

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