Aproximou-se e segurou delicadamente seu rostinho com as mãos em concha. Parecia querer carregar cuidadosamente a água do mar. Olhou fundo em seus olhos, um olhar doce, calmo e sereno. A menina retribuiu. Nenhuma palavra precisou ser dita. Frases e sons, tornaram-se vãos, mas todos os sentidos e significados foram apreendidos. Então, um leve sorriso, de canto de boca, surgiu em sua face e a menina riu, um riso largo e tranquilo, um riso de puro e profundo entendimento. Suspiraram. Naquele instante, seus corações se tocaram e repletos de gratidão puderam enfim retomar seus caminhos em paz.
Nada mais há, a não ser, o que há.

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