Ao pó do tempo,
entregue ao vento,
a rima faz e se refaz.
É passageira,
segue a lua cheia e,
sem eira, nem beira
imprime,
exprime
e se desfaz.
Parte só,
sem nada pedir ou emprestar.
Crê se bastar,
tão vão é seu pensar.
Pois é justamente na composição dos versos
que as palavras,
e o som das rimas,
procuram se eternizar.
Comentários