A borboleta só se torna borboleta quando, desperta, experimenta se mover para um pouco além das paredes do casulo.
Não é um movimento brusco, é lento e gradual. Ela sai aos poucos. E logo que sai precisa de um tempo. Um tempo para “pegar um fôlego” ou, o primeiro fôlego.
Voar? Só um bom tempo depois. E o tempo de vida de uma borboleta, é curto. Muito curto. Se considerarmos o tempo que ela leva para sair do casulo e iniciar seus vôos, a vida dela segue ainda mais breve.
Depois, fenece, tão lentamente quanto quando chegou ao mundo. E parte. Tão silenciosamente quanto o jeito que levou a própria vida.
E seu corpo permanece a embelezar os jardins, até que algum desavisado vento sopre mais forte, e mais rente, e a carregue, para novas aventuras.

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