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Tive um sonho.
Um sonho, no qual sonhava acordada.
Um sonho doce, cor de rosa, 
cor de pêssego, cor de amora, 
cor de amor.
Tive um sonho.
E nele, eu sonhava.
Estava nua
e andava pelas ruas.
Mas nesse sonho,
ninguém me via.
Estavam todos muito ocupados
preocupados que estavam 
com seus compromissos e ações.
Nesse sonho
passei despercebida.
Encaixotei então minhas saudações,
e desamarrei minha despedida.
Parti para o sonho dentro de outro sonho.
Um sonho sem sono.
Um sonho moreno, meio castanho.
Um sonho cor de céu,
um sonho cor de mar.
Vesti-me pois de minha própria pele
e mergulhei em águas alheias
águas aventureiras.
E quando dei por mim
já estava inteira emaranhada
estampada, encarnada
na vida, em suas teias
doces e iluminadas.
Sonhei que morri.
Vivi!

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