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Um erro nunca se comete sozinho,
Os erros vem sempre acompanhados.
Acompanhados de alguém ou de alguma coisa.
Pode ser uma pessoa, próxima, ou qualquer.
Pode ser uma palavra, um sentimento, ou até um vaso, uma chaleira, um cheiro, ou um toque, uma lembrança, quase sempre...
Pode ser acompanhado de um alívio,
Ou de uma dor,
Ou ainda, ambiguamente, dos dois!
Um erro não é acreditar na possibilidade,
Nem na disposição que foi despertada no corpo, pelo próprio corpo.
O erro é acreditar que algum outro possa também, nisso acreditar, e compartilhar.
Na verdade, o erro é acreditar que duas pessoas possam viver a mesma história.
Cada um vive a sua. Como pode, como dá, com o que consegue, com o que acredita, com o que está a fim de aprender, mudar ou repetir. E isso, isso é muito particular e, ao mesmo tempo tão vulgar, comum.
Cada um acredita na sua verdade, ou na sua fantasia, cada um cria a sua história, o seu enredo e isso pode ser mais, ou menos, compartilhado com outro ser humano, desde que cada um permita ser, ao menos um pouco, transformado, invadido, “contaminado” com o desejo do outro. Despertar desejos é o que pode manter uma relação, desde que ambos tenham a coragem de ousar vivê-los, a dois, em companhia, com troca e abertura de possibilidades ainda, completamente desconhecidas. Pode ser um grande amor, pode ser uma grande decepção, pode se manter depois disso, pode simplesmente desaparecer e evaporar, mas nem um, nem outro, se vive sem um pouco de dor, de dúvida e adrenalina. Amar não é para qualquer um. Amar é possivel somente para grandes aventureiros!

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