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E Ana se manteve assim, paralisada, por alguns longos segundos. Aquela cena lhe era por demais familiar, uma repetição da repetição.Surpreendiam-lhe as coincidências e as inconstâncias da vida. Por alguns instantes sentiu-se sem ação. Mas, por experiência, ou teimosia, o que dá na mesma quando se pensa em sobrevivência, ela já sabia o que se seguiria: um pouco de dor, algumas lágrimas, uma leve desesperança, uma nova couraça, uma página virada e um novo caminhar. A vida continuava a lhe ensinar e Ana, já estava aprendendo a aprender com a vida. Suspirou, como se falasse de um lamento da alma, prendeu os cabelos em um displicente coque, deixando assim alguns fios ainda soltos pela face, escolheu a direção e endireitou o passo. Continuaria a seguir. Era o que sabia fazer.

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