Pular para o conteúdo principal
Abriram-se as portas da vida
e eu estava lá!
Foi no momento em que vi a imensidão,
e me assustei.
Quis voltar, quis fugir.
Restou-me apenas,
seguir.
Arrisquei meus primeiros passos.
Não dispunha de muita astúcia,
ou experiência,
para saber se o chão,
o qual tateava agora
com a ponta dos dedos de meus pés,
era seguro,
ou não.
Experimentei.
Cai.
Por diversas vezes, e então,
fortaleci.
Passei a tropeçar,
apenas.
Enrije-si.
Espantei-me com o que vi.
Aprendi.
E foi aos tropeços,
que me perdi.
Afastei-me de mim.
Mas fiz o que de melhor
me foi possível.
Descobri.
Que tudo na vida tem seu preço.
Vivi.
Como se não me pertencesse e,
agora,
luto para apropriar-me de mim,
em mim mesma.
Sei,
só tenho a mim,
e vice-versa.
Mas a vida há de ser longa
o suficiente para enternecer
e curta que chega
para não cansar.
Pois vislumbres já tive
e bem sei...
existirá sim,
em algum lugar
o tão procurado motivo,
que permitará então,
restar.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Silêncio! Todos dormem. Por favor, mantenha trancadas todas as palavras. Por alguns instantes, deixe o momento sequestar seus pensamentos. Pensamos por palavras. Portanto, feche a boca. Inspire. Ouça. Silêncio!
Diferenças entre "ele" e "ela". Parte I: Ela, achava que ele queria alcançar sua alma.  Ele, disse que queria era fisgar seu coração.