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Perseguem-me anjos e demônios
Fantasmas de mim mesma
escondidos entre as esquinas escuras e frias
de ruas solitárias, úmidas,
sem saída.

Perseguem-me os sonhos e as fantasias
Delírios que buscam preencher
o espaço aberto,
rendido em plenas praças e avenidas.

Mendigo alimento,
mendigo luz.
Mendigo alento
e cuidados com o pus.

Sou o estranho de mim mesmo
a suplicar suspiros, respiros
retiros.

Sou a alma aflita
inflamada e recolhida.
Em si mesma,
retida.

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