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E se o tempo parasse, apenas por um instante?
E se eu me permitisse te seguir, ou tu a mim, por um dia inteiro?
E se os deuses enlouquecessem e nos arremessassem ao mar?
O que nos restaria então?
Essa vida repleta, de cores, aromas e presenças
A vida à procura, a vida aflita, a vida que acaricia mas também surra (e cura?)
E se tudo não passar de uma grande brincadeira de um deus bonachão, sentado em seu trono, gordo e fanfarrão
Um deus que passa os dias a se divertir, assistindo aos nossos passos, ouvindo nossos pedidos, pensamentos e desesperos
Um big brother celestial...
Um deus que nos tem na palma de uma de suas mãos, e na outra segura um copo de cerveja, e um baseado bem aceso
Nós: humanos, minúsculos e superficiais
Buscadores de afeto pelos sentidos
Aflitos pela ausência de terra e de amores
À mercê de um deus louco, covarde e tímido
Desconhecido de nós, assim como os nós em nós mesmos.

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