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Então é isso.
Minha aldeia cabe na palma da minha mão, num punhado de terra fresca, num afago despreocupado em meu cão.
Minha aldeia não tem muros, não tem limites e cabe inteira em meu coração. É céu, é mar, é rio, é luar!
Despreocupada, exala seu perfume pelo ar e, e toma conta do meu ser.
Inunda minha alma e deságua em meus olhos, úmidos de emoção.
Sentimento de encanto, canção da presença, canção do presente, da alma
Minha aldeia está dentro, está fora, está para além do visível ou do invisível.
Eu a sinto mas nem sempre a vejo.
Pressinto, e quando menos espero, lá está ela.
Vivo na busca por saber que sempre lhe encontro.
Vivo na esperança por querer crer que és eterna.

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